sexta-feira, 29 de julho de 2011

Consciência Artificial - O Próximo Passo da Informática


Pesquisadores da University College London, em Londres, ensinaram um computador a jogar Civilization, a partir do manual de instruções.

O game de estratégia não foi dominado pelo "computador inteligente", mas foi aprendido de forma eficiente. A taxa de vitórias da máquina aumentou de 46% para 79% em pouco tempo. Mas como isto foi possível?

A coisa começou do zero e logo foi evoluindo bem a partir de uma programação realizada pelos pesquisadores. O computador simplesmente pesquisava termos sobre a jogabilidade no manual de instruções e ligava com ações dentro do jogo a partir de algoritmos específicos.

Inicialmente, os atos do computador dentro do jogo foram completamente aleatórios, mas logo as coisas começaram a fazer sentido, quando as palavras apareciam na tela e eram utilizadas a partir de instruções.

Mas há algo curioso nessa história. Se você parar pra pensar: o computador venceu partidas contra... o computador? TIME PARADOX.

Comece a contar os dias para o fim do mundo, HAL-9000, John Connor, Cylons, entre outros.


Falando sério, é um passo grandioso para a informática. É o primeiro registro da inteligência artificial de uma máquina realizando uma ação totalmente autônoma, sem scripts, sem programação; o computador de fato aprendeu de maneira "consciente". Ainda a passos lentos, a inteligência artificial um dia poderá ser tão comum na vida das pessoas que não nos surpreenderemos se ao chegar em casa diremos boa noite ao computador da casa e ele nos responda de maneira consciente, conversando. Poderemos pedi-lo para acender as luzes, ligar o som e programar o horário de um programa na TV. O computador de fato terá o controle da casa. No setor automobilístico temos atualmente carros que se guiam sozinhos por meio de GPS e trilhas eletromagnéticas, mas logo o computador de bordo será consciente, inclusive fazendo sugestões ao motorista.
Esse é o futuro, minha gente.
Agora John Connor terá que voltar do futuro para nos salvar logo logo. uhauhauhauha.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sensura Desmedida ou Proteção aos Mais Frágeis? A Polêmica de A Serbian Film - Terror Sem Limites


A polêmica persegue "A Serbian Film - Terror Sem Limites" há tempos. Exibido com estrondo em festivais internacionais, proibido na Espanha, banido da Noruega e picotado pela censura britânica, tem provocado burburinho onde quer que chegue. No Brasil, não foi diferente: a pedido do patrocinador, saiu na semana passada da programação do festival RioFan. Depois, teve sua pré-estreia proibida por uma juíza no sábado passado (23 de julho). Não só isso: a única cópia do filme em película está apreendida, nas mãos da Justiça do Rio.

"Serbian Film" não é uma produção qualquer. Conta a história de um ex-ator pornô que sai da aposentadoria para um último trabalho, bem remunerado, com a promessa de transformar pornografia em arte. Mas, nas mãos de um diretor enlouquecido, a tarefa vira um show de horrores – tortura e violência dão o tom, mas a gota d'água para muitos é o estupro de um recém-nascido.

O diretor sérvio Srdjan Spasojevic, 35 anos, reagiu com um misto de desapontamento e resignação ao rumo do caso no Brasil. "É muito difícil para mim. Acho extremamente estúpido, idiota e está ficando muito, muito, chato", disse, referindo-se à rotina de proibições enfrentada pelo filme.

Spasojevic afirma que o filme tem caráter "alegórico e político". Ele e o roteirista Aleksandar Radivojevic pretendiam "fazer apenas uma crítica à sociedade e às atrocidades enfrentadas pela Sérvia em sua história recente".

"Queríamos mostrar com honestidade sentimentos profundos sobre a nossa região e o mundo em geral. Na vida real, sentimos que nosso dia-a-dia é tratado como pornografia. O personagem do ator pornô é uma metáfora para qualquer trabalhador explorado por seus chefes ou pelos governantes do sistema – cantor, padeiro, seja o que for."

Segundo ele, não havia a intenção premeditada de chocar nem de fazer um filme de terror – considera "Serbian Film" um "thriller dramático". "Sabíamos que tínhamos um filme forte, mas filmar era mais importante, sem pensar no público ou na bilheteria."

Sobre as inúmeras cenas violentas, Spasojevic defende-se: "Não é um documentário e nem quero concorrer a presidente, mas precisava tratar do que sinto ao meu redor e do que vivi, especialmente nos Bálcãs, com as guerras na Iugoslávia, o bombardeio da OTAN... Não é nada inspirador para coisas bonitas."

Até mesmo o envolvimento de crianças e o alardeado estupro do récem-nascido, diz, são "desenhos" de seus sentimentos. "Considero muito, muito importante. É quase como dar um testemunho do que aconteceu comigo. Não fisicamente, mas do quão profundamente os sentimentos humanos podem ser violados - e colocar o público nesses lugares."

Para o cineasta, não é um filme para quem busca diversão: "Se você procura uma comédia romântica ou algo só para entretenimento, não veja. É uma lembrança das coisas ruins que acontecem ao nosso redor".

Depois de ter sido vetado do festival RioFan, festival de cinema fantástico do Rio ocorrido na semana passada, "A Serbian Film" iria ser exibido em uma sessão especial em outro cinema, o Odeon, na noite de sábado (23). Mas na véspera, Raffaele Petrini, responsável pela distribuição do longa no Brasil, foi informado que um advogado do DEM e um oficial de justiça estavam na porta de sua sala para apreender os negativos.

A dupla executava liminar de uma ação civil pública expedida pela 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio. O processo havia sido ajuizado pelo escritório regional do DEM, segundo o qual o filme faria "verdadeira apologia à prática de crimes contra as crianças" e "fomento à pedofilia".

Em seu despacho, a juíza Katerine Jatahy Kitsos Nygaard afirma que "não se pode admitir que, em favor da liberdade de expressão, um pretenso manifesto político exponha de tal forma a degradação do ser humano a ponto de violar um recém-nascido".

O advogado do DEM carioca, Victor Travancas, afirmou que, por conta do tempo hábil para elaborar o processo e impedir a exibição, não assistiu a " Serbian Film" - assim como a juíza.

"Não se viu o filme e nem precisava", disse César Maia, ex-prefeito do Rio e integrante do DEM. Segundo ele, foi feita uma "varredura" na imprensa nacional e estrangeira. O material foi compilado pelo partido e entregue à magistrada, que concedeu a liminar. "Um filme que mostra cenas de horror sexual está claramente proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente em seu artigo 241. Quem proíbe é a lei em defesa da família e de seus valores."

Na opinião de Raffaele Petrini, o caso abre um precedente em relação à liberdade de expressão no país. "Já tinha se tornado um ato de protesto, mais do que uma exibição comercial de um filminho de terror. Hoje é isso, depois pode ser uma peça, um livro." Ele criticou o fato de os envolvidos não terem assistido a "Serbian Film". "É um ato de estupidez intelectual. Ninguém sai falando mal de alguma coisa que não viu."

O distribuidor de "A Serbian Film" afirma que nenhuma criança foi exposta à violência durante as filmagens – o recém-nascido seria um robô e o restante das cenas de violência, resultado de truques de edição e efeitos especiais.

A Petrini Filmes vai recorrer da decisão para tentar a liberação de "A Serbian Film" no Rio de Janeiro, embora o filme já tenha recebido a classificação etária de 18 anos do Ministério da Justiça, que não pode proibir uma produção ou exigir cortes.

A data de estreia, inicialmente prevista para o dia 5 de agosto, foi alterada para 26 de agosto. Até lá, diz Petrini, a distribuidora pretende rever contatos com os cinemas interessados em exibir o longa e refazer a estratégia, se concentrando, por exemplo, em sessões especiais noturnas.

O trailer pode ser conferido no youtube

sábado, 18 de junho de 2011

Vejam só.

Um sinal de trânsito muda em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para pedir a 5 motoristas e receber pelo menos de dois deles R$ 0,20 e faturar em media pelo menos R$ 0,40 o que numa hora dará: 60 x 0,40 = R$24,00. Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x R$ 24,00 = R$ 4.800,00. Será que isso é uma conta maluca? Bom, 24 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 20 centavos e sim 30, 50 e às vezes até 1 Real. Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 12,00 por hora terá R$ 2.400,00 no final do mês.Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode até descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe para lhe censurar por causa disto. Mas considerando que é teoria, vamos ao mundo real. De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos numa conceituada padaria. Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imaginem o que ela respondeu? É isso mesmo, de 120 a 150 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 120 = 3.000 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia. Moral da História : É melhor ser mendigo do que PROFESSOR, e pelo visto, professor, é pior que ser Mendigo... Mendigando não se paga imposto de renda, não se faz diário, não se mendiga no abrigo, não se faz relatório ou portfólio.
É claro que ninguém deseja viver marginalizado. Mas e a marginalização do profissional do magistério? Hoje o professor está alheio a todas às suas forças produtivas, mais marginalizado que isso impossível.
Viva a Matemática.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Indicados ao Oscar 2011


Acompanhar o Oscar às vezes é torcer por filmes que ainda não estrearam ou mesmo os que já chegaram mas não tiveram o ar da graça em Formosa, porque aqui só passa blockbuster dublado. Ou seja, o Oscar aqui é para quem gosta de cinema de verdade e só pode apreciar à maioria dos filmes após a premiação, com o lançamento em DVD ou TV por assinatura.

Os indicados ao Oscar 2011 foram divulgados na manhã desta terça-feira (25), em apresentação transmitida ao vivo pelo site oficial da premiação. O anúncio foi feito pelo presidente da Academia de Hollywood, Tom Sherak, e pela atriz Mo'Nique.

Como acompanhei o Globo de Ouro, no domingo, dia 16 de janeiro, não fiquei surpreso com nenhuma indicação, sinto apenas pela ausência de Cristopher Nolan (diretor de Batman - O Cavaleiro das Trevas; Amnésia; O Grande Truque) que dirige A Origem. Acredito que a academia tenha mais uma vez ignorado um diretor só por ser agora um ícone mais pop do cinema e jovem diretor, tal qual Quentin Tarantino; pois seu filme foi indicado. Pisada de bola na seleção.

Seguem os indicados a melhor filme.

Melhor filme

“Cisne Negro”
“O Vencedor”
“A Origem”
“Minhas Mães e Meu Pai’’
“O Discurso do Rei”
“127 Horas”
“A Rede Social”
“Toy Story 3”
“Bravura Indômita”
“Inverno da Alma”


Ao longo dos dias que antecedem à cerimônia, tentarei fazer aqui no Universo Cult uma análise de vencedores de cada categoria em diversas épocas.

Um abraço a todos.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Governador de Goiás é Inimigo do Servidor Público




A decisão do juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiás, Ari Ferreira de Queiroz, publicada na quarta-feira (19), determina que quatro concursos realizados pelo governo de Goiás no ano passado sejam anulados.

Dessa maneira, aprovados nos concursos para a Secretaria de Saúde, Corpo de Bombeiros, Polícia Técnico-Científica e Secretaria de Cidadania e Trabalho não poderão tomar posse, mesmo que já tenham encaminhados toda a documentação para tal. Há aprovados que deixaram seus empregos na espera da convocação e agora se sentem lesados.
Ações como essa só reiteram o modelo neoliberal de governo de Marconi Perillo. E isso é só o começo, as áreas da saúde, educação e segurança já sofrem com salários atrasados, planos de cargos e salários desafasados ou nunca aprovados.

Retrato de que o governador já dá sinais em início de mandato de que prioriza o serviço privado em detrimento da atividade pública, a situação so servidor em Goiás tende a piorar. A questão da meritocracia na educação, inclusive, joga os professores contra a parede na questão salarial.
É hora de começarmos a mobilizar.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Big Brother Brasil - BBB


Mais uma vez somos bombardeados por uma temporada de pura demonstração de voyer, mal gosto e mentalidade pobre com uma edição de Big Brother Brasil. A Rede Glogo de tevelisão prova mais uma vez que fórmulas gastas que apelam para o populixo valem mais que responsabilidade social. Sim, responsabilidade social não é apenas anunciar campanha de arrecadação para as vítimas de enchentes, Criança Esperança ou qualquer outra maneira de aplacar o leão do imposto de renda com projetos "sociais". Uma emissora de TV tem muita responsabilidade social quando é forte formadora de opinião.
E nesse papel, a Globo prova que prefere manter seus telespectadores como zumbis sem opinião. Ou melhor, declarando verborragicamente suas opiniões à respeito do mais baixo senso comum. Não me entendam mal, gosto de Reality Shows; mas Big Brother ou A Fazenda são um verdadeiro estupro à inteligência.
Já está na hora de mudar.

domingo, 16 de janeiro de 2011

As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada



Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada, As (2010)
Chronicles of Narnia: Voyage of the Dawn Treader, The


Direção: Michael Apted
Roteiro: Stephen McFeely,Christopher Markus,Michael Petroni
Elenco: Will Poulter (Eustace Scrubb), Liam Neeson (Aslan - voz), Ben Barnes, Georgie Henley, Skandar Keynes, William Moseley (Peter Pevensie), Anna Popplewell (Susan Pevensie), Tilda Swinton (Bruxa Branca do Inverno)


Remando contra a enorme maré de admiradores de As Crônicas de Nárnia, nunca escondi minha humilde opinião sobre um filme que é raso e apenas regular. Porém, essa última empreitada dos irmãos Pevensie na terra encantada é bem pior que os antecessores.

O navio Peregrino da Alvorada é a condução de Lúcia e Edmundo que tentam ajudar a localizar sete lordes banidos do reino de Nárnia, sem muita explicação aparente e com um resgate que está na história apenas como enfeite. Com um roteiro canhestro em mãos, o diretor Michael Apted resume seu filme em deslocar os personagens do ponto x ao ponto y com uma estrutura digna de um RPG, de um jogo para computador com elementos superficiais. O roteiro ainda tem diálogos sofríveis como: “- Eles são os irmãos mais velhos, Lúcia; e nós somos... (tcham, tcham, tcham, tcham!)... os irmãos mais novos.”

Mas se o roteiro sobrevivesse por força das cenas bem trabalhadas, teríamos ao menos um filme-pipoca, mas em vez disso temos um filme muito chato. As cenas de ação são vergonhosas, os quadros rápidos e coreografias pouco interessantes das lutas tornam a experiência desse filme uma agonia. Nunca temos a real impressão de ameaça nas lutas. Ninguém parece realmente se ferir nas batalhas, o que confere um ar de artificialidade incorrigível. E os puristas de plantão nem se podem dar ao direito de dizer que se trata de um filme para crianças. Há várias maneiras de um filme transmitir emoção sem violência explícita. Assistam ao longa A História Sem Fim (o original de 1984) e percebam o quanto os personagens são mais ricos, a ponto de nos comovermos com muitos acontecimentos e muitos personagens; num universo claramente infantil, mas não pueril. O fato é que A Viagem do Peregrino da Alvorada sofre do mesmo problema do primeiro filme, nunca conferir real identidade de perigo nas cenas de batalha, ou pelo menos a dor e tristeza de ser forçado a participar de tais lutas, afinal, eles são crianças.

Criaturas interessantes do universo de Nárnia são deixadas ao ostracismo simplesmente. Nenhum diálogo torna os personagens mais profundos, são apenas seres estáticos tal qual o quadro antes do “fenômeno” no quarto dos garotos. Lúcia é a garota sonhadora e pura que deseja se tornar tão bela quanto a irmã mais velha, Edmundo é o rapaz destemido e às vezes inconseqüente que deseja superar... a imagem do irmão mais velho; finalmente Eustáquio é o personagem de linhagem cômica responsável por umas gags sem muito sucesso com seu estilo incrédulo e irritante. Resumindo: temos uma galeria de estereótipos nesse filme. E não param por aí. Temos o personagem salvador, o príncipe honrado, o animalzinho que faz par cômico, etc.

Algo que realmente me deixou triste nessa sequencia é que eu esperava pelo menos uma fotografia interessante e uma direção de arte digna de nota ( elementos primordiais nesse tipo de produção). A fotografia é bastante ruim. O tom quase sépia em alguns ambientes terrestres não é nada bonito e a iluminação em cenas noturnas desaponta. Os cenários não possuem vida o que marca uma direção de arte capenga, sem qualquer inspiração. Após o filme o cenário que mais nos fica na lembrança é o mar Vermelho... cof, cof... mar de Aslon que nem é original. Nem mesmo o barco que dá nome ao título recebeu um tratamento digno de nota.

Desinteressante em muitos aspectos, As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada apenas é competente nos efeitos especiais, conferindo certa naturalidade aos seres mitológicos que dificilmente se vê em alguns estúdios, além do tratamento de algumas cenas. No entanto, com tropeços desastrosos no roteiro e na direção, o filme é passável. O roteiro parece incluir elementos do livro somente para agradar aos leitores, como os seres invisíveis que obrigam Lúcia a tentar desfazer o feitiço. Quando ela consegue, eles simplesmente vão embora, sem mais nem menos. Não conhecemos suas intenções, o passado deles, a relação com o mago, nada! Só estão de passagem. Numa redação chamamos isso de encher lingüiça. O que o filme faz a torto e direito. Como Aslon é alguém com nome diferente no nosso mundo (sim ele é o salvador), começo a suspeitar que somente Deus e um pouquinho de fantasia podem ocultar o terror do nazismo aos olhares das crianças, numa viés altamente cristã. Não li nenhum dos livros de Lewis, mas me parece que o universo paralelo criado por ele serve não apenas como válvula de escape como também catequização. Afinal, só Aslon salva.